Em 24/02/2015, na Casa-Museu Teixeira Lopes, o Núcleo de Gaia da APRe! levou a efeito uma Sessão de Esclarecimento/Debate subordinada ao tema “A Reforma Fiscal, o IRS, as Famílias e os Aposentados, Pensionistas e Reformados“, onde estiveram representados os jornais locais “Audiência” e “O Gaiense”.
As mais de 60 pessoas que encheram o respetivo Salão Nobre, entre as quais a Presidente Nacional da APRe!, a Dra. Maria do Rosário Gama, ouviram atentamente o Dr. Domingues de Azevedo, Bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas. Das suas palavras e do debate que se lhes seguiu, poderão retirar-se as seguintes conclusões:
- O chamado quociente familiar, uma das novidades do IRS para 2015, vai beneficiar mais as famílias com maiores rendimentos.
- Para além dos descendentes a cargo, só contam para este quociente familiar os ascendentes cuja pensão não ultrapasse os 259 euros.
- As taxas de retenção na fonte continuam demasiado elevadas, em muitos casos mais do dobro do que deveria ser, funcionando como uma forma ardilosa de os contribuintes financiarem o Estado, ao longo de cada ano.
- As próprias tabelas de retenção na fonte relativas a pensionistas são as únicas que não contemplam as situações em que muitos desses pensionistas têm filhos e até pais a seu cargo.
- A dedução específica referente aos reformados continua muito mais baixa da que existia em 2011, não tendo em conta a mudança substancial em relação à sua anterior situação de “ativos” (menos mobilidade, mais necessidades, etc.), para além da quebra de rendimento decorrente de um gravoso cálculo da pensão de reforma.
- A possibilidade de tributação separada pode beneficiar, em certos casos, os casais de contribuintes com rendimentos muito diferenciados.
- Ao contrário do IVA, que é um imposto “cego”, o IRS, sendo um imposto personalizado, deveria atender mais à situação concreta de cada pessoa.
- O enquadramento obrigatório no sistema “e-fatura” vem acrescentar mais dificuldades aos milhões de contribuintes (38 %, segundo o INE) que ainda não possuem computador ou acesso à internet, incluindo aqueles do interior do país onde nem sequer existem repartições de finanças!
